segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Reorganizar funcionalmente a escola

Como é possível que o ensino tenha mudado tanto desde o 25 de Abril de 1974 e afinal o que mudou na organização funcional da Escola?
(só posso falar do que sei, ver perfil)

O Conselho Directivo passou a chamar-se Conselho Executivo.
O centro da escola passou a ser a Assembleia de escola.
Organizaram-se os docentes em grupos e departamentos.
E... não vou falar da parte pedagógica.

Vou referir várias deficiências de organização sem as quais as escolas terão problemas de Gestão Económica:
1) Quem faz a manutenção da canalização, electricidade, material e comunicações?
2) Quem administra os sistemas informáticos (servidores, mais de 100 PC's, internet e rede por exemplo)?
3) Quando há problemas de interpretação jurídica quem resolve?
4) Os espaços exteriores cuidam-se ou deixam-se abandonados?
5) Há necessidade de guarda nocturno ou a extinção da carreira foi uma boa medida?
6) Receitas Própias (ex: máquinas de vendding)?

É claro que se estas questões forem colocadas ao Ministério haverá uma resposta tipo:
- O Conselho Executivo é responsável pela boa gestão da escola assegurando o seu regular funcionamento e responde superiormente por isso!
Posso estar a ser injusto mas, se isto suceder, é uma resposta desligada de quem está em cima para quem está em baixo mais parecida com desenrasquem-se que temos mais que fazer. Serão questões de mera organização?

Entretanto as coisas tem andado à custa de muita boa vontade e cada vez menos tempo para executar porque os horários estão mais extensos.

E quem é responsável por um Servidor com um disco com a base de dados de vencimentos e alunos ter "queimado" e backup's onde? Ainda falta recuperar o servidor e reorganizar a rede.

Que vai fazer isto e eu já o fiz e digo-vos "é um fim de semana inesquecível"!

E pôr o canalizador ir executar um desentupimento e cobrar 500€ por uma manhã que foram 3 horas e falta arranjar o cano? Dois casos destes e o responsável pela manutenção está pago num mês.

Ou há voa vontade, ou um orçamento faraónico ou degradação.

Dá que pensar, não dá?
Onde está a carreira de Manutenção, Técnico de Informática, Jurista ou apoio jurídico do Ministério da Educação, etc...?

Portanto, quando chegar a fase da avaliação, vai-se perguntar "avaliar o quê" e ou estas coisas são bem definidas ou estas pessoas, que desempenham funções "invisíveis" e que são essenciais para as escolas pelas necessidades existentes ou criadas vão-se restringir ao que é avaliado. Atenção! Muita atenção!

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